“Do caminho ficam as cicatrizes como prova das vitórias, as lágrimas secam.” ®
Na casa de Paulo estava um alvoroço, mas aos poucos a mídia se desmobilizou e Paulo ganhou mais uma semana de férias uma vez que o cumprimento do dever praticamente invadiu sua vida, sua privacidade e atingiu diretamente sua família.
Andréia inconsolável e traumatizada entregou-se a um escandaloso namoro com Afonso e não parou em casa naquela semana, sempre acompanhada de Lúcia e Marcelo. Ainda novas e sem poder freqüentar motéis consolavam-se com luais e, por vezes, invadiam casas de veranistas para fazer a festa. Paulo e Ana fingiam não perceber, mas acompanhavam de muito mais perto do que Andréia poderia imaginar suas orgias. Optaram por dar a ela uma semana de devaneio sabendo que ela acataria, uma vez em casa, algumas regras próprias da idade.
André sentia-se perdido. Sua “pseudo” namorada havia-lhe conquistado um dolorido coração que não se conformava com o trágico destino da “menina”. Telma, por sua vez, desde a visita ao hospital onde fora duramente dispensada por Luis caíra em verdadeira depressão. Como se não bastasse todos os outros amigos debandaram para curtir suas alegrias.
A conseqüência natural destes fatos aconteceu na manhã do terceiro dia quando se esbarraram na praia, a triste Telma inaugurando um biquíni, apesar de minúsculo, lindo! André percebeu no instante, que ela tirando a canga e esticando-a na areia convidando-o a sentar, o quanto era afrodisíaco aquele biquíni. Isso combinado com a excitação que o corpo de Telma dentro dele provocava o obrigava a esconder sua ereção no mar. Sem consultá-la pegou sua mão e foi arrastando a menina para dentro d’água beijando-lhe a boca sem qualquer prelúdio tão logo ela se ergueu do primeiro mergulho. Foi um instante mágico que durou por quase meia hora. Só quando a satisfação se via estampada no rosto dos dois jovens é que André mentalmente agradeceu a Marisa pelas lições recebidas.
Só no último dia de férias Paulo permitiu a Bia que tocasse no nome de Roberto deixando ela livre para falar apenas o que desejasse. Bia já tivera tempo de avaliar o ocorrido e contou sem detalhar as sensações e transformações que experimentara; a descoberta e a certeza de seu amor e de que ainda confiava totalmente nele, temendo apenas que ele não confiasse nela.
Concluíram, ao final, que por incrível que pudesse parecer ainda tinham muito que aprender em relação ao próprio romance e em especial muito que experimentar e fantasiar em matéria de sexo, quem sabe até com participação de terceiros.
FIM... Pelo menos por enquanto!
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